Resenha: 24 Horas (Temporada 7, Episódios 17 e 18)

24-season-72

Já que tenho me atrasado com essas resenhas de 24 Horas, vou aproveitar pra condensar dois episódios em um dessa vez. Semana que vem voltamos com a programação normal.

Preciso dizer que tem spoilers a seguir? Tá bom: “spoilers a seguir”.

Os dois últimos episódios foram BASTANTE atípicos para 24 Horas. Jack continuou no banco de reservas, no escritório do FBI, e os sinais de sua infecção foram crescendo. Com isso, Jack apareceu bem menos do que de costume, e não chutou nenhum traseiro já faz um tempo.

Não foi surpresa alguma quando a doutora Macer revelou que há um tratamento experimental que possa curar Jack, ainda que as probabilidades sejam pequenas. Acontece que o tal tratamento funciona com doações de células-tronco de familiares diretos, ou seja: Kim. Jack se recusou a pedir ajuda a sua filha, então Renée fez o que esperamos dela: chamou a pentelha e boazuda prole pelas costas de Jack. A desculpa para Kim estar em Washington até que funcionou bem.

A melhor cena desse subplot com certeza foi quando Renée contou a Jack que havia chamado Kim. A reação foi bem realista, e ao mesmo tempo bem condizente com o personagem, e Kiefer Sutherland mais uma vez deu um show. Parece que os produtores estão querendo MESMO colocar o ator na lista de indicados ao Emmy, e seria bem merecido. Infelizmente, o mesmo não pode se dizer de Elisha Cuthbert. Sua atuação está claramente um nível abaixo da de Sutherland, e a cena do reencontro dos dois só não comprometeu porque não se alongou demais. De qualquer jeito, foi um momento que, mesmo que não sirva à trama geral da temporada, serviu para desenvolver o personagem.

O mesmo não pode ser dito da subtrama envolvendo Olivia Taylor, que continua sendo a pior coisa da temporada inteira. O 17º episódio desperdiçou um bocado de tempo com intrigas envolvendo o repórter para o qual Olivia vazou histórias, rolou chantagens… Sinceramente, é tudo tão chato e inconseqüente que nem tenho paciência de falar a fundo.

O lado bom é que, com a ausência da primeira-filha (que, ainda bem, estava completamente fora do episódio 18), as cenas na Casa Branca melhoraram, e MUITO. Houveram reuniões e trocas de informações importantes na hora 17 (que “takes place between 12 AM and 1 AM”), e no episódio seguinte… Falo disso daqui a pouco.

Do outro lado da moeda, Jonas Hodges está rapidamente se tornando um dos vilões mais bacanas de assistir na história da série. Não só encarou os agentes do FBI na base da Starkwood, mas matou com as próprias mãos um de seus executivos, que tentou ajudar Tony e o governo. E ainda teve a pachorra de peitar a presidenta, ameaçando soltar mísseis equipados com o agente biológico em cidades americanas se ela não impedisse o ataque a Starkwood. E foi daí que vieram as boas cenas na Casa Branca no episódio 18: Hodges exigiu uma reunião pessoal com a presidenta, na qual ele “propôs” que Starkwood se tornasse um novo braço oficial das forças armadas dos EUA, dando a ele poderes maiores que o do vice-presidente.

Claro, é absolutamente absurdo que o cara ache que a coisa vai ficar por isso mesmo, mas acho que é exatamente essa confiança arrogante, aliada à atuação de Jon Voight, que parece estar adorando interpretar o personagem, que faz de Hodges um vilão tão divertido de assistir.

Enfim, estou falando e falando e nem sequer mencionei o Tony. Com a ausência de Jack no “serviço de campo” (leia-se: chutação de traseiros), Tony funcionou mais do que bem como um tapa-buraco, por assim dizer. Ele infiltrou a base subterrânea da Starkwood (isso soa como algo de um filme tosco de James Bond, mas não é tão ruim) com facilidade tremenda, e conseguiu destruir os mísseis. Praticamente sozinho. Nada mal, Tony, nada mal. Jack ficaria orgulhoso, se não estivesse no canto tremelicando.

Com a ameaça dos mísseis eliminada, Jonas Hodges e seu assistente com cara de bunda são presos na Sala Oval. Hodges fica revoltado e tenta partir pra cima da presidenta, prometendo que isso ainda não acabou. Foi aqui que eu comecei a temer que algo iria sair muito errado. Tá, eu sei que ainda não acabou. Afinal, ainda faltam seis episódios pra terminar a temporada. Mas quando Hodges disse “Eu sou só uma engrenagem de uma máquina enorme.”, minha reação não foi das melhores.

Afinal, desde o começo, mesmo com Dubaku e cia., Hodges SEMPRE foi o manda-chuva, o cara nos bastidores, mandando em todo mundo. AGORA você quer me dizer que ele é subordinado a alguém?!

E o que vem a seguir é chocante, com certeza, mas não necessariamente bom.

Tony e Larry Moss seguem um mercenário da Starkwood que conseguiu fugir com uma lata do agente biológico (pequena o bastante pra caber numa mochila e potente o bastante pra arrasar com uma pequena cidade). No encalço do mercenário, Larry é baleado. Mas ele só morre mesmo (ráá, eu SABIA!) quando Tony o estragula!

Então, o Tony é dumau. Ele era, depois não era, e agora é de novo. Os roteiristas podem até de algum jeito fazer com que isso faça sentido, mas de qualquer jeito é uma reviravolta meio irritante. Agentes duplos já foram usados à exaustão em 24 Horas. Mas pior que um agente duplo é um agente triplo.

É bom que tenham MUITO cuidado em como vão progredir essa trama. Só vejo uma forma de não arruinarem totalmente com o personagem: se Tony for usar o patogênico para matar o ex-presidente Charles Logan, responsável pela morte de Michelle.

Agora, se fizerem de Tony um megalomaníaco que quer usar a arma biológica em cidades americanas por alguma exigência (seja um Jonas Hodges), especialmente se for parte da tal “máquina enorme” que o personagem de Voight mencionou… Aí é melhor matar logo o personagem pra nunca mais voltar.

Mas se isso significa um showdown até a morte entre Jack e Tony no último capítulo, talvez eu possa reconsiderar.

TALVEZ.

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