Resenha: 24 Horas (Temporada 7, Episódio 16)

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Revelações surpreendentes e uma resenha atrasadíssima do 16º episódio de 24 Horas.

Antes de mais nada, eu tenho que parabenizar os roteiristas. Tudo bem, todo mundo sabe que Jack não vai morrer. A série se chama 24 Horas, mas tem um motivo pra também ser apelidada de “The Jack Bauer Power Hour”. Sem ele, não tem série. Quando ele morrer, aí sim você sabe que acabou. E a 8ª temporada já foi confirmada. Mas tenho que admitir que foi preciso cojones pra revelar que Jack foi, sim, infectado pelo vírus liberado no final do episódio anterior. Nós sabemos que ele não vai morrer, mas para o Jack, é isso aí. O fim da linha. E já nesse episódio vemos o quanto esse fato pode desenvolver o personagem.

Afinal, o que dizer da reação de Jack ao ver o resultado de seu exame de sangue (o qual só sabemos mais tarde), que confirmaria ou não sua infecção? Kiefer exibiu ali uma expressão BEM sutil de alívio, que serviu ao mesmo tempo para enganar o espectador, fazendo-o pensar que ele estava bem, e para mostrar que Jack está pronto pra encarar a morte (provavelmente porque ele quer quebrar a cara do Ceifador).

Também ajudou com a surpresa quando a doutora do CDC entrou na quarentena de Jack para mostrá-lo o resultado do exame. Combinado com a reação não-verbal de Jack, o espectador foi condicionado a acreditar que ele ficaria bem. O choque veio ao descobrirmos que Jack estava sim infectado, mas que não era contagioso, algo que, admito, nunca passou pela minha cabeça.

Tenho que destacar também a reação da doutora e de Reneé ao verem as cicatrizes de Jack. “Isso é reação ao vírus, eu já tinha essas cicatrizes.” Bacana. Com isso, Jack teve de passar o resto do episódio no banco de reserva, reagindo a sua atual situação.

As cenas da Casa Branca foram lá e cá. O briefing que a presidenta fez com sua equipe serviu um propósito, e nos mostrou informações novas (ao contrário dos episódios anteriores, que só repetiam fatos que já haviam sido revelados). Mas eu não posso, de jeito nenhum, acreditar que a presidenta apontou sua filha como chief of staff, mesmo que interina. É absurdo demais, até para 24 Horas.

“Mas e o Tony?! O que aconteceu com ele?!” Ao contrário do que manda o bom-senso, os capangas de Hodges não o mataram. Levaram-no para a mesma base de Starkwood onde está a arma biológica, para que ele fosse interrogado. Enfim, foi uma desculpa esfarrapada pra não matarem o Tony.

O interrogatório é interrompido quando Greg, o assistente de Jonas Hodges que vinha mostrando dúvidas quanto às ações de seu chefe, mata um capanga antes que este possa dar cabo de Tony. Greg promete levar Tony até as armas biológicas se conseguir imunidade presidencial. Afinal, quantas vezes esse artifício já foi usado na série?! Já virou clichê, mas aqui foi bem usado.

Com o acordo feito, Greg leva Tony e os agentes do FBI que chegam à base até o edifício onde estaria o vírus. Eu disse “estaria”, pois o edifício está vazio, revelando que Starkwood preparou uma esperta cilada, ao permitir que o FBI investigue um de seus armazéns, e apenas UM.

O episódio termina com a equipe de agentes do FBI, com Larry Moss (que está se tornando cada vez mais tolerável) e Tony no meio, cercada pelos mercenários de Starkwood, obrigando-os a sair da base. Foi um truque bem ardiloso, e bem preparado. Uma jogada que realmente me fez respeitar a inteligência da Starkwood como vilã.

Promo do episódio dessa noite:

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