Resenha: Mulher Maravilha

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Enquanto a divisão de cinema da Warner Bros. enrola e enrola pra fazer filmes baseados nos personagens da DC, o pessoal encarregado das animações televisivas e direto a vídeo não brinca em serviço. Como eu já disse antes, a DC dá um banho na Marvel nesse quesito. E, se o longa animado da Mulher Maravilha prova alguma coisa, é que isso não deve mudar tão cedo.

A história é uma adaptação bem fiel aos quadrinhos: começa com uma sangrenta batalha entre as amazonas, lideradas por Hipólita, e as forças de Ares, que perde a luta e acaba aprisionado na ilha paraíso de Themyscira com seus poderes removidos. Hipólita cria uma filha, Diana, a partir de areia. A menina, claro, cresce, vira uma grande guerreira, e se torna a Mulher Maravilha quando o piloto Steve Trevor acaba indo parar na ilha, e Diana é escolhida para levá-lo de volta à civilização. Ao mesmo tempo, Ares escapa de sua prisão e procura reaver seus poderes.

O sucesso é justificado exatamente por seguir a história dos quadrinhos fielmente, mas sem ter medo de fazer adaptações apropriadas aqui e ali. O filme tem um ritmo que balanceia muito bem cenas de ação com desenvolvimento de personagens que não parecem meras pausas, mas um caminho natural para a narrativa.

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A dublagem em inglês, em sua maior parte, está muito boa, com destaque para Nathan Fillion (o Malcolm Reynolds de Firefly e Serenity) como Steve Trevor e Alfred Molina (o Doc Ock de Homem-Aranha 2) como Ares. Eu demorei um pouco para me acostumar com Keri Russell (a Felicity) como Diana, talvez porque sua voz parecia um pouco frágil demais para o papel, mas foi melhorando com o decorrer do filme. Já Rosario Dawson manda bem como Artemis, mas o papel não é lá tão exigente.

A animação em si flui muito bem, principalmente pela simplicidade do traço no design dos personagens, característica clássica das animações da DC. Talvez também seja por isso que os elementos 3D em algumas cenas se integram tão bem com o resto.

Mulher Maravilha é uma interessante história de origem que, ao contrário de Nova Fronteira, não sofre pela curta duração (o filme tem pouco menos de 1 hora e 20 minutos), e serve como um template perfeito para um futuro filme live action da heroína. Seja quem acabe sendo o roteirista do filme, deve prestar atenção no que foi feito aqui.

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One Response to Resenha: Mulher Maravilha

  1. Eu até gostaria de ver essa animação, mas não tanto a ponto de compra-lá. A MM, pra mim, não é uma personagem que sustente uma história sozinha, só mesmo estando com a Liga.

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