Resenha: Hulk Versus

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É um fato amplamente aceito entre os fãs: ainda que dominem as franquias cinematográficas, a Marvel simplesmente leva uma sova da DC no quesito animação. Ainda há exceções, como O Cavaleiro das Trevas no cinema e o desenho O Espetacular Homem-Aranha, mas fora isso, nenhum destaque real.

De alguns anos pra cá, porém, a Marvel vem investindo cada vez mais para mudar essa situação. Desde 2006, a Casa das Idéias vem lançando uma série de longas animados direto para DVD, com resultados variados. Começou com Os Supremos – O Filme, que simplesmente não fez jus à ótima HQ de origem, escrita por Mark Millar. Agora, três anos e quatro filmes medianos depois, a Marvel lança o DVD Hulk Versus.

Será que é dessa vez que a Marvel vai virar o jogo?

Hulk Versus é composto de dois curtas metragens que colocam o Golias Esmeralda lutando contra dois adversários de peso: Wolverine e Thor. Os curtas não parecem ter qualquer relação entre um e outro. Aliás, até o design da animação é diferente entre um filme e outro.

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Hulk Versus Wolverine começa com Logan sendo enviado para capturar o Hulk, que deixou um rastro de destruição pelo Canadá. A pancadaria entre os dois (com direito à clássica imagem do Hulk aparecendo no reflexo das garras de adamantium) é interrompida pelos membros da Arma X.

Dentes-de-Sabre, Lady Letal, Deadpool (que, adianto, rouba todas as cenas em que aparece) e Omega Red capturam os dois, e então segue uma breve origem do Wolverine. Esse pequeno interlúdio foi desnecessário e deslocado, ainda mais em um filme cujo protagonista é o Hulk. Mas ei, não seria o Wolverine se não abusassem de sua participação.

Já na base da Arma X, finalmente descobrimos a motivação dos vilões: eles querem recuperar Wolverine, apagando sua memória (de novo) e transformar o Hulk em uma arma que possam usar. Nada muito original, mas serve para os propósitos do filme em questão. Ou seja: serve como uma desculpa pra uma pancadaria entre esse povo todo.

E pancadaria é exatamente o que se segue pelo resto do filme. Tudo muito bem animado e planejado, ao contrário das outras animações da Marvel. Pontos para eles nesse aspecto. As movimentações são fluídas, o estilo do design é bem bacana. Por vezes chega a lembrar Aeon Flux, principalmente quando Lady Letal está em cena.

O que me surpreendeu foi a violência. Não que eu esteja reclamando, mas para um filme que definitivamente não é voltado apenas para adultos, está bastante presente. Garras cortando, sangue espirrando, braços decepados… Me pareceu que a Marvel não sabia exatamente como atrair o público mais velho, e resolveram colocar sangue no lugar de roteiro. Mais ou menos como Mortal Kombat.

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Por outro lado, Hulk Versus Thor já começa com um ar mais épico, com uma narração de Loki explicando que a cada inverno, Odin descansa por uma semana, na qual Asgard fica vulnerável para ataques, que sempre são rechaçados por Thor. Loki transporta Bruce Banner para seu castelo/palácio/base de operações e, com um feitiço de Amora (é a Encantor, não a fruta) consegue separar Banner do Hulk.

Controlando o Golias Esmeralda através do feitiço, Loki derrota facilmente Balder e os “três mosqueteiros”, Fandral, Hogun e Volstagg. É então que Loki perde o controle do Hulk, que, separado de Banner, é agora só movido pela raiva, e todo o poder que vem com isso. Não vou entrar em mais detalhes, porque há algumas surpresas no filme que prefiro não revelar.

Devo dizer é que Hulk Versus Thor me deixou animado para a vindoura animação Thor: Son of Asgard. Traduzindo: o cenário é bem legal, mas o maior ponto fraco do filme é o próprio Hulk, que foi usado aqui da mesma forma que Apocalypse em A Morte do Super-Homem. Apenas uma criatura sem personalidade pra bater, bater, bater.

O interessante do Hulk é que sim, ele é um monstro, mas sempre com um propósito. Sabe-se lá por que causa, motivo, razão ou circunstância o Hulk resolve que quer porque quer matar o Odin quando está livre do controle de Loki. Já Banner é usado bem menos, mas de forma bem mais eficiente. De novo, não dá pra entrar em muitos detalhes sem estragar o pouco de história que há.

Hulk Versus são apenas duas porradarias isoladas de aproximadamente 40 minutos cada, com uma inconsistência horrível de níveis de poder: é difícil de engolir que o Wolverine tenha lutado tão melhor que o Thor, o DEUS do trovão (ênfase em DEUS). Eu sei que a Marvel adora prostituir o Wolverine como o personagem mais fodão que já existiu, mas isso é ridículo.

Enfim, não espere nada muito profundo. Não espere um Batman – A Máscara do Fantasma. Desenvolvimento de personagens é secundário em Hulk Versus. O que não quer dizer que seja ruim. O principal objetivo do projeto é a diversão pura e passageira, e nisso o diretor Frank Paur teve sucesso. Mas não vai ser esse filme que vai quebrar a dominância da DC nos desenhos de super-heróis.

A questão agora é: será que a Distinta Concorrência vai conseguir manter o troféu com o lançamento do longa animado da Mulher Maravilha?

VALE: no máximo uma alugada. Se der pra pegar emprestado, melhor ainda. Só não baixe. Isso seria muito, muito errado.

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3 Responses to Resenha: Hulk Versus

  1. Luíz Nando disse:

    Ué, como vc já viu o filme ???

  2. Gabriel Martino disse:

    Eu, uh…. Fui até os Estados Unidos, comprei e voltei. 😉

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